domingo, 23 de novembro de 2008

Profissão....

A Engenharia de Produção, ao voltar a sua ênfase para características de produtos ( bens e/ou serviços ) e de sistemas produtivos, vincula-se fortemente com as idéias de projetar e viabilizar produtos e sistemas produtivos, planejar a produção, produzir e distribuir produtos que a sociedade valoriza.A definição clássica da Engenharia de Produção adotada tanto pelo American Institute of Industrial Engineering (A.I.I.E.) como pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (ABREPO) diz:“Compete à Engenharia de Produção o projeto, a implantação, a melhoria e a manutenção de sistemas produtivos integrados, envolvendo homens, materiais e equipamentos, especificar, prever e avaliar os resultados obtidos destes sistemas, recorrendo a conhecimentos especializados da matéria, física, ciências sociais, conjuntamente com os princípios e métodos de análise e projeto de engenharia”.O curso de Engenharia de Produção tem como objetivo formar profissionais que, além de terem capacitação e habilitação técnica para desenvolver trabalhos tradicionalmente realizado pela área escolhida – Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica ou Engenharia Civil -, também estejam preparados para, adicionalmente, exercer funções gerenciais e de liderança administrativos em todos os níveis da organização. É sem dúvida a menos tecnológica das engenharias, uma vez que é mais abrangente e genérica, englobando um conjunto maior de conhecimento e habilidades, é a mais humanista das engenharias, pois estuda novas metodologias de organização do trabalho, a vida financeira empresarial e novos modelos de Gestão, lidando constantemente com os recursos Pessoais.

Curiosidade

Henry Ford foi um empreendedor estadunidense , fundador da Ford Motor Company e o primeiro a aplicar a montagem em série de forma a produzir, em massa, automóveis a um preço acessível. Este feito não é notável apenas pelo fato de revolucionar a produção industrial, mas também por influenciar a cultura moderna a ponto de diversos sociólogos e historiadores enxergar essa fase social e econômica da história como Fordismo. Ford montou seu primeiro motor sobre a mesa de sua cozinha.

Campo de Atuação

Pode atuar nos setores industriais ou de serviços, públicas ou privadas, nas áreas de Gestão de Produção, Gestão da Qualidade, Gestão Econômica, Gestão do Produto, Gestão Estratégica e Organizacional, Gestão do Conhecimento Organizacional, Gestão Ambiental, Ergonomia e Segurança do Trabalho, Pesquisa Operacional e Educação em Engenharia de Produção.

Engenharia de Produção no Brasil

No Brasil a Engenharia de Produção foi introduzida em 1957 pela Escola Politécnica da USP, sob a coordenação do Prof. Ruy Aguiar da Silva Leme, tendo como cenário o forte processo de industrialização vivido pelo país na época, mais particularmente com a instalação das indústrias automobilísticas na região do ABC paulista. Conforme explica Leme (1983), estas empresas, especialmente as norte-americanas, possuíam nos seus organogramas posições que nas matrizes eram ocupadas por “Industral Engeneers”, como, por exemplo, os departamentos de tempos e métodos, de planejamento e controle de produção, de controle de qualidade, entre outros. No cenário atual, de acirrada competitividade, integração entre os mercados globais, demanda por produtos de alta qualidade e empresas cada vez mais com mais máquinas e menos pessoas, é visível a necessidade de recursos humanos compatíveis com tais atribuições e desafios de gestão. Assim, a presença de engenheiros de produção nas empresas está se tornando imprescindível, em todos os ramos da indústria, comércio ou serviços. No Brasil não é diferente, as instituições de Ensino, estão cada vez mais oferecendo o curso de Engenharia de Produção.

História da Engenharia de Produção


Durante o século XIX acorreu uma revolução que mudou a forma de trabalhar, pensar, produzir e a relação entre homem e máquina. Essa revolução teve origem na Inglaterra espalhando-se rapidamente para o resto do mundo. Esse fato histórico ficou conhecido como “Revolução Industrial”. Com o crescimento do setor industrial da época, surgiu a necessidade de organizar e administrar complexos sistemas de produção; Com isso surgiu nos Estados Unidos a Engenharia de Produção, no período de 1882 a 1912, que fincou suas bases em todo o mundo. Mas foi no início desse século que sua difusão foi intensificada, fundamentando-se basicamente na indústria metalo-mecânica. Outros fatores como o recente desenvolvimento japonês e a doação da temática da Qualidade e Produtividade como pontos centrais nas empresas e organizações privadas, públicas, industriais, serviços e de governos, consolidaram essa difusão. Iniciou-se com o nome de Engenharia Industrial sendo Preconizada com o surgimento e o desenvolvimento do chamado “Scientific Management”, obra dos engenheiros F.W. Taylor, Frank e Lílian Gilbreth, H.L. Gantt, Walter A. Shewart, Henry Fayol, dentre outros. Segundo Leme, apesar de muito atacado e controvertido, o Scientific Management passou a ser introduzido em diversas empresas por consultores que se intitulavam “Industrial Engineers”. Foi neste momento que surgiu a Industrial Engeneering. Mas a Engenharia Industrial só ganhou grande destaque mundial com o surgimento da produção em massa, difundida por Henrry Ford*.A Engenharia de Produção nasceu dentro da Engenharia Mecânica e por isso se dedicou inicialmente aos sistemas físicos. Na década de setenta, notou-se no Brasil, que os conceitos e métodos da Engenharia de Produção ganharam visíveis desenvolvimentos, tornando-se independente das demais áreas tecnológicas e sendo aplicada em todas áreas clássicas das engenharias. A Engenharia de Produção é uma habilitação específica derivada de qualquer uma das seis áreas da Engenharias, por isso existem cursos de engenharia de produção mecânica, engenharia de produção elétrica etc.A Engenharia de Produção, desde sua origem tem recebido grande influencia norte-americana. Ela definiu-se em diversos países americanos como curso formalmente organizado o que não aconteceu em outras regiões. Na Europa são poucos os programas acadêmicos que reúnem os elementos de conhecimento e os objetivos característicos da Engenharia de Produção, existindo exceções como na França e na Inglaterra onde nos últimos anos a Engenharia de Produção tem tido apreciável desenvolvimento.